Bem aventurados os humildades de espírito, porque deles é o
reino dos céus. Matheus 5:3
Ai vamos atrás da palavra humilde...
Os romanos lançavam mão de vários
vocábulos para designar a terra ou o solo: tellus, terra, humus, solum.
O primeiro chegou até nós apenas por via erudita, através do adjetivo telúrico,
enquanto o terceiro deu origem a húmus (com a
variante humo), termo de significado mais restrito
do que o seu étimo.
De humus provém
o adjetivo humĭlis, que designava, em latim, tudo o que
estivesse perto do solo ou, por extensão de sentido, tudo o que tivesse pouca
altura.
Resumindo. O homem humilde é aquele que reconhece que é pó
da terra. Em outro sentido humildade quer dizer “que não é vaidoso, tem ou manifesta a virtude
de conhecer suas próprias limitações”. Todas as nossas limitações provém do
domínio do pó da terra (homem natural) sobre o Espírito que nos foi
outorgado...
O Senhor Deus
formou, pois, o homem do barro da terra, e inspirou-lhe nas narinas um sopro de
vida e o homem se tornou um ser vivente.
Nós não somos “barro vivente”, mas somos “espírito vivente”
se não andarmos segundo o curso deste mundo (que exalta o barro).
7Temos, porém, esse tesouro em
vasos de barro, para demonstrar que este poder que a tudo excede provém de Deus
e não de nós mesmos.
Seguindo o significado:
Já em latim clássico apresentava humilis vários
sentidos figurados («de baixa condição, obscuro», «que tem sentimentos baixos»,
«abatido», «desanimado», «pouco importante, fraco»), mas só com os autores
cristãos é que assumiu também o significado de «humilde por virtude», passando
a designar igualmente aquele que, de forma mais ou menos manifesta, reconhece
as suas limitações.
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OU seja, há realmente uma perversão no mundo (uma
inversão). O mundo exalta o pó da terra (o corpo, o homem natural) e esconde o
homem espiritual. O homem natural é o que tem sentimentos baixos, abatido,
desanimado, pouco importante e fraco. Todavia, o homem espiritual é
Mas, como está
escrito:As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu,e não subiram ao
coração do homem,são as que Deus preparou para os que o amam.
Mas Deus no-las revelou
pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as
profundezas de Deus.
Porque, qual dos
homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim
também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus.
Mas nós não
recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que
pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus.
As quais também
falamos, não com palavras que a sabedoria humana ensina, mas com as que o
Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais.
Ora, o homem
natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem
loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.
Mas o que é
espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido.
Porque, quem
conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de
Cristo.