quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Bem Aventurados os humildes de Espírito porque deles é o Reino dos Céus...


Bem aventurados os humildades de espírito, porque deles é o reino dos céus. Matheus 5:3

Ai vamos atrás da palavra humilde...

Os romanos lançavam mão de vários vocábulos para designar a terra ou o solo: tellusterrahumus, solum. O primeiro chegou até nós apenas por via erudita, através do adjetivo telúrico, enquanto o terceiro deu origem a húmus (com a variante humo), termo de significado mais restrito do que o seu étimo.
De humus provém o adjetivo humĭlis, que designava, em latim, tudo o que estivesse perto do solo ou, por extensão de sentido, tudo o que tivesse pouca altura.
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Resumindo. O homem humilde é aquele que reconhece que é pó da terra. Em outro sentido humildade quer dizer que não é vaidoso, tem ou manifesta a virtude de conhecer suas próprias limitações”. Todas as nossas limitações provém do domínio do pó da terra (homem natural) sobre o Espírito que nos foi outorgado...

O Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra, e inspirou-lhe nas narinas um sopro de vida e o homem se tornou um ser vivente.



Nós não somos “barro vivente”, mas somos “espírito vivente” se não andarmos segundo o curso deste mundo (que exalta o barro).

7Temos, porém, esse tesouro em vasos de barro, para demonstrar que este poder que a tudo excede provém de Deus e não de nós mesmos. 


Seguindo o significado:

Já em latim clássico apresentava humilis vários sentidos figurados («de baixa condição, obscuro», «que tem sentimentos baixos», «abatido», «desanimado», «pouco importante, fraco»), mas só com os autores cristãos é que assumiu também o significado de «humilde por virtude», passando a designar igualmente aquele que, de forma mais ou menos manifesta, reconhece as suas limitações.

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OU seja, há realmente uma perversão no mundo (uma inversão). O mundo exalta o pó da terra (o corpo, o homem natural) e esconde o homem espiritual. O homem natural é o que tem sentimentos baixos, abatido, desanimado, pouco importante e fraco. Todavia, o homem espiritual é

Mas, como está escrito:As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu,e não subiram ao coração do homem,são as que Deus preparou para os que o amam.

Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus.

Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus.

Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus.

As quais também falamos, não com palavras que a sabedoria humana ensina, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais.

Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.

Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido.

Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo.



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